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Gasa Galpão | TETO Arquitetura Sustentável | Arquiteto Paulo Trigo

Este projeto buscou repensar um velho galpão semi-abandonado na fazenda dos clientes como um loft, que não abrisse mão do conforto, mas ainda assim apresentasse toda a rusticidade esperada de uma casa de campo.

A proposta de requalificação da estrutura pré-existente respeitou as dimensões da cobertura, bem como as antigas paredes que configuravam o armazém, seus banheiros e um dormitório.

No programa de projeto constam 3 suítes, área de serviço e uma grande sala, integrada com a cozinha gourmet e fogão de lenha.

Mesmo um galpão é digno de ter sua história preservada. Neste projeto, as paredes existentes foram mantidas e pintadas de branco. Todas as novas paredes são de tijolo aparente, caracterizando o que é novo como um complemento da despretensiosa arquitetura pré-existente.

Paulo Trigo

Nos fundos da edificação isso fica mais evidente, com os novos banheiros se destacando da volumetria do galpão.

O conceito modernista da “verdade dos materiais” se faz presente. Seja nas  instalações elétricas aparentes, nas tesouras metálicas da cobertura, nos tijolos das paredes, no cimento do piso… A história de cada coisa é preservada,  e revela sua essência.

Preservou-se a condição inicial do galpão, com área social integrada na frente e dormitórios nos fundos, que receberam um bloco anexo, com três sanitários concebidos para transformar os quartos em suítes.

Assim, ao desenho inicial do galpão acrescentamos um bloco mais baixo, com cobertura de vidro nos banheiros, a fim de se destacar da estrutura original ao mesmo tempo que promove uma configuração pouco usual para os sanitários.

Este projeto foi executado primando-se pela facilidade na execução, uma vez que, por escolha dos clientes, a casa seria construída por apenas um pedreiro de confiança.

Os materiais foram escolhidos primando pela facilidade na execução, e os materiais de acordo com a disponibilidade na região. Tudo isso, ainda tendo em vista as qualidades ecológicas e econômicas da construção.

Reuso e reinvenção foram palavras de ordem nesse projeto. Primeiramente, a casa faz uso de uma estrutura já existente e instalada, o que, por evitar a geração de resíduos da possível demolição traz sua marca de sustentabilidade.



Muitos outros materiais foram reutilizados, seja na decoração do interior, onde os moradores garimparam objetos em brechós e antiquários; como na própria obra em si, uma vez que as juntas de dilatação do piso foram feitas com tijolos descartados da obra.

A mão de obra utilizada é local, assim como os materiais, reduzindo a pegada ecológica do transporte de materiais.

Além disso, sempre que possível buscou-se o uso de materiais sustentáveis, como a madeira de reflorestamento e o aterro da obra, usando o entulho da própria obra, e a instalação de aquecimento solar.